segunda-feira, 25 de agosto de 2014

De Uruará, com Amor.



A morte vai a igreja,
conversa com o padre, 
comunga, 
mas ninguém vê...

O pavor têm olhos arregalados,
cerca no meio da noite,
dispara, 
mas ninguém vê...

A poeira levanta da estrada,
senta nos móveis da sala
amarelada,
mas ninguém vê...

Eles se empapam de sangue,
espreitam na esquina,
tramam,
mas ninguém vê...

Eles, a poeira, o pavor e a morte
estão ceando na mesma mesa.
Todo mundo sabe,
mas ninguém vê...


Kerlley Santos

Escrito no município de Uruará/PA, em novembro 2013.

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